Tenho um pinheiro manso no quintal,
de tronco largo e copa arredondada,
de cujo lenho foi aparelhada
para o meu berço a tábua principal.
Tem um aroma intenso, especial,
que me entra pela porta escancarada
e torna toda a casa perfumada
com o seu fresco cheiro natural.
Inspira-me um litúrgico respeito,
pois foi à sua sombra que aprendi
a amar este país em que nasci.
Passo horas a olhá-lo do balcão
na crença de que um dia o meu caixão
daquele mesmo tronco há-de ser feito!
João de Castro Nunes
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