Vendo correr as águas mansas…
(Ode
torguiana)
Tu eras tu… só tu… com teu semblante
talhado a rudes golpes de martelo
na pedra dura como diamante
da terra que foi sempre o teu apelo.
Tu foste sempre tu… um transmontano
fiel ao deus pagão que te inspirou
o cântico do solo lusitano
que pela vida fora te marcou.
Nada te disse a Beira onde viveste
ganhando o escasso pão que tu comeste
sempre de mala pronta para a volta.
De amigos carecido… por feitio,
viveste só… vendo correr o Rio
que te acalmava as ânsias de revolta!
João
de Castro Nunes
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