Para lá do nada!
que a morte corporal do ser humano
seja o final de tudo, que se esfuma
sem deixar rasto algum, sacro ou profano.
Depois do nada, tem que haver por força
alguma coisa mais, seja o que for,
que para além do nada se reforça
como em particular seja o amor.
Não há poeta algum que assim não creia,
contemporâneo ou não, com sua veia
que lhe confere o dom da intuição.
Se lá não chego pela inteligência,
nem pelos fundamentos da ciência,
chego de facto… pelo coração!
João
de Castro Nunes
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