Ode lusíada
o caminho das Índias pelo mar,
eu continuo ainda a navegar
por esse mar além, sem rumo certo.
De meus avós ficou-me por herança
esta obsessão do líquido elemento,
esta constante e atávica lembrança
que não me larga um único momento.
Vejo-me nauta em velha caravela
sulcando os oceanos, à deriva,
sem mastro, leme, remos e sem vela.
Ecos da história, efeitos da cultura,
algo que do passado em mim perdura
e não se esfuma ou perde enquanto eu viva!
João de Castro Nunes
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