Lar de
antiquário
a casa de meus pais, de meus avós,
onde passei a minha mocidade
tão célere, tão rápida e veloz.
De mil antiguidade rodeado,
via passar os dias e os anos
entre cristos e santos por um lado
a par de trastes laicos e profanos.
À medida que as coisas se vendiam,
de quase mês a mês, de quando em quando,
de camas e sofás ia mudando.
Consoante o que os fregueses pretendiam,
ora comia em louça de V(iana)
ora em vulgar e reles porcelana!
João de Castro Nunes
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