Carvões ao rubro
os nossos corações se incendiaram,
fazendo-se um do outro escravo e dono,
não mais em nós as brasas se apagaram.
Fizesse sol ou chuva, noite ou dia,
em nossas almas sempre havia fogo,
bastando um sopro, quando esmorecia,
para em fogueira transformar-se logo.
Não precisamos nunca de acendalhas
e muito menos ressequidas palhas
para em carvões ao rubro nos mantermos.
Se é lícito expressar-me nestes termos,
ouso dizer que os nossos corações
arderam sempre como dois tições!
João
de Castro Nunes
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