sábado, 11 de fevereiro de 2012


                     Cartas conjugais de amor


                   Não há dia nenhum, ó meu amor,
                   que não te escreva, endereçada ao céu,
                   uma carta amorosa, em teu louvor,
                   como jamais no mundo se escreveu!


                   Chamo-te pura como as açucenas
                   e linda como as Virgens de marfim,
                   esposa minha de feições serenas
                   que para o céu partiste antes de mim.


                   Há seis dezenas de anos que te mando
                   cartas de amor, agora reatadas
                   e sobre a tua campa colocadas.


                   Como eu te prometi que assim faria,
nunca deixei de te escrever um dia,
um dia só que fosse, te endeusando!


            João de Castro Nunes

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