segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012


                                     Atenuante


                   Orgulho, para quê?... se tudo é fumo,
                   se em névoa se desfaz a nossa vida
que nada é mais que folha desprendida
posta à mercê dos vendavais sem rumo?!


De nós que fica?... nada ou quase nada
que numa caixa cabe de madeira
de mogno, pinho ou prancha de nogueira
no solo a sete palmos enterrada.


Depois… teremos de justificar
perante Deus, sem nada lhe ocultar,
o nosso tonto orgulho… descabido.


Só nos pode servir de atenuante
para um candente amor termos vivido,
ainda que faltosos… no restante!


            João de Castro Nunes

                   

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