Ao leme da minha alma
que a ninguém presta contas a não ser
a Deus, quando acabar este degredo
a que me condenou… por me querer.
Nas congeminações em que me enredo,
já concluí que Deus, a bem dizer,
à queles a quem ama, tarde ou cedo,
à prova põe… fazendo-nos sofrer.
À parte Deus, ninguém por conseguinte,
seja por zelo seja por acinte,
sobre minha alma tem qualquer domínio.
Sou de mim mesmo o capitão: só eu
comando a minha nau por entre o breu
sem precisar de mapa ou de escrutínio!
João de Castro Nunes
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