segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012


                             “Ao cheiro da canela”


                    Só quem ficou, perdeu; quem sem coragem
                   o destemor não teve de partir
                   em turva e oceânica viagem
                   para um melhor futuro garantir.


                   Perdeu quem ficou preso à sua enxada,
ao seu rebanho, ao solo das courelas,
sem se atrever a empunhar a espada
com medo de embarcar nas caravelas.


Ganhou quem fez das tripas coração
e viu terras longínquas, outros céus,
onde existia o ouro em profusão.


É desses que, em marmóreos mausoléus,
se ufana a pátria que de alguns cabreiros
fez um país de heróicos garimpeiros!


   João de Castro Nunes.




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