“Ao cheiro
da canela”
Só quem ficou, perdeu; quem sem coragem
o destemor não teve de partir
em turva e oceânica viagem
para um melhor futuro garantir.
Perdeu quem ficou preso à sua enxada,
ao seu rebanho, ao solo das courelas,
sem se atrever a empunhar a espada
com medo de embarcar nas caravelas.
Ganhou quem fez das tripas coração
e viu terras longínquas, outros céus,
onde existia o ouro em profusão.
É desses que, em marmóreos mausoléus,
se ufana a pátria que de alguns cabreiros
fez um país de heróicos garimpeiros!
João de Castro Nunes.
Sem comentários:
Enviar um comentário