Viver a ilusão
hás-de voltar à nossa convivência,
enchendo de beleza o nosso lar
com tua formosíssima aparência!
Havemos outra vez de nos sentarmos
à roda da camilha, frente a frente,
e as mãos de quando em quando nos
beijarmos,
enamorados, como antigamente!
A casa está conforme tu deixaste,
tudo em seus sítios, tudo arrumadinho,
cravos nas jarras, limpo cada traste!
Se
acaso não me engana o coração,
todos os dias tenho a sensação
de que, graça a Deus, vens a caminho!
João de Castro Nunes
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