Consentimento
Gostava tanto de falar a sós
contigo olhos nos olhos, frente a frente,
ao som da minha lira, cuja voz
é a expressão verbal da minha mente!
Habituei-me tanto à poesia
que já não sei falar-te de outro modo,
passando grande parte do meu dia
a discorrer em verso o tempo todo!
Falar-te assim é o mesmo que rezar
com grande devoção ante o altar,
de joelhos em terra e mãos erguidas!
Não me tires, Senhor! essa ilusão,
deixa-me abrir-te a fundo o coração
nas minhas
poesias… consentidas!
João de Castro
Nunes
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