Rimbaud
numa manhã que fosse ou numa tarde
ainda que sem pompa nem alarde
em trono imaginário de ouro e bruma?!
Quem não bebeu, Poeta, na existência
com Satanás a taça do pecado
e não brindou com Deus, regenerado,
após longa e penosa penitência?!
Quem como tu, Poeta, não sofreu
o anátema cruel da maldição
optando pelo inferno em vez do céu?!
Só que nenhum de nós teve a coragem
de sorver a cicuta, à tua imagem,
em plena graça de “iluminação”!
João
de Castro Nunes
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