Calem-se as rolas!
Logo
pela manhã, de madrugada,
no
quarto sem sequer nos levantarmos,
era usual, ainda antes de mais nada,
o
lamento das rolas escutarmos.
As
suas vozes eram um gemido
intermitente,
algumas vezes rouco,
de pinheiro em pinheiro
repetido,
como
queixumes de namoro louco.
Quer
a volta da nossa residência
quer em
qualquer lugar ou contingência,
a
alma nos cortava… o seu carpir.
Agora
sem a tua companhia
à tarde, de manhã, durante o
dia,
tapo
os ouvidos para as não sentir.
João de Castro Nunes
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