Redundância
sob o pendão de Cristo de outras eras,
descobri novos mundos a sonhar
com o meu vasto império de quimeras.
Com velas que teci do teu cabelo
laivado de ouro velho dos altares
sulquei, guiado pelo sete-estrelo,
das minhas ilusões todos os mares.
Sob a graça sem par do teu sorriso
ao limiar cheguei do paraíso,
de anjos guardado a toda a volta, a esmo.
Bebendo na vieira dos teus dedos,
corri caminhos, desvendei segredos,
em busca de um Graal que eras tu mesmo!
João de Castro Nunes
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