Happy end
suavemente, sem fazer ruído,
pé ante pé, falando-me ao ouvido,
folha outonal caindo no jardim.
Desde que tu partiste para o céu,
aguardo-a a qualquer hora, tanto dá
que seja à tarde, à noite ou de manhã,
sem perturbar ninguém, sem escarcéu.
Sinto-a a envolver-me carinhosamente
num manto de veludo ou cobertor
tão de mansinho que ninguém mais sente.
Era assim que eu gostava de morrer,
como contigo aconteceu, amor,
quase sem se dar conta ou perceber!
João de Castro Nunes
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