Vestir de arminho
Se tua roupa eu escolher pudesse
desde o tecido à sua confecção,
olha que, desse lá por onde desse,
havia de gastar um dinheirão!
De arminho te vestia do mais puro,
do mais branquinho, sem nenhum defeito,
sem mancha alguma, sem um ponto escuro,
como é o coração que tens no peito.
Se acaso o não houvesse no mercado
por se tratar de um animal guardado
para o comprido manto das rainhas,
daí não vinha ao mundo qualquer mal
porque no fundo de ti mesmo tinhas
a imaculada cor… desse animal!
João de Castro Nunes
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