O último
combóio
contigo a bordo, enquanto na estação
adeus eu te dizia com a mão
até não mais, amor, te distinguir!
Parado ali fiquei, sem reagir,
e, por assim dizer, colado ao chão,
até que me saíste da visão
com teu suave jeito de sorrir.
A tua imagem foi-se dissipando
à medida que o trem se ia afastando
inexoravelmente para o céu.
Foi como se uma névoa me ocultasse
tuas feições, a tua linda face
por trás, ó meu amor, de espesso véu!
João
de Castro Nunes
Sem comentários:
Enviar um comentário