Eterno tema
Ao som dos violinos vai sair
mais um soneto meu revivalista:
preparai os ouvidos para ouvir
este poema que vai dar na vista!
Vou cantar a ternura das mulheres,
o riso das crianças, a harmonia
dos astros e a flor dos malmequeres
e tudo quanto a alma me inebria!
Vou cantar a saudade, aquela eiró
que, se evadindo, como diz Neruda,
de figurino a cada passo muda!
Vou cantar Deus, a cujos pés repousa
a minha alma gentil, desfeita em pó
sob a mais leve e guarnecida lousa!
tJoão
de Castro Nunes
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