Soneto nº 1200
“Havemos de
voltar às nossas praias”
Era mesquinha a nossa gente ao pé
dos
corideus dos vários Movimentos
que
se batiam contra nós com fé
e
nobres, generosos sentimentos!
Conheci
vários, da maior craveira,
Como
os Pintos de Andrade e tantos mais
que,
além da actividade guerrilheira,
eram
brilhantes… intelectuais.
Quem
não se lembra de Agostinho Neto,
o
poeta do retorno ao velho lar
para
as conversas sob o pátrio tecto?
“Havemos de voltar às nossas praias”
cantava nos seus versos sem rimar,
mas doces como o sumo das papaias!
A simplicidade do trajecto é o prático,
ResponderEliminarque das vezes se deleita em navegar!
quando lembra-se que dia bom sem tempestade
são como os dias, também doces de saudade.
Oh, mar! És oceano nas vagas da saudade,
ResponderEliminarsaudade é navegar! E navegando-te as ondas,
vai sorrindo a brisa, suave em par.
Que minha praia é saudade, beijo-te oh' mar!