quarta-feira, 11 de abril de 2012



Soneto nº 1200

        “Havemos de voltar às nossas praias”


                   Era mesquinha a nossa gente ao pé
dos corideus dos vários Movimentos
que se batiam contra nós com fé
e nobres, generosos sentimentos!


Conheci vários, da maior craveira,
Como os Pintos de Andrade e tantos mais
que, além da actividade guerrilheira,
eram brilhantes… intelectuais.


Quem não se lembra de Agostinho Neto,
o poeta do retorno ao velho lar
para as conversas sob o pátrio tecto?


“Havemos de voltar às nossas praias”
cantava nos seus versos sem rimar,
mas doces como o sumo das papaias!
                                                                          

2 comentários:

  1. A simplicidade do trajecto é o prático,
    que das vezes se deleita em navegar!
    quando lembra-se que dia bom sem tempestade
    são como os dias, também doces de saudade.

    ResponderEliminar
  2. Oh, mar! És oceano nas vagas da saudade,
    saudade é navegar! E navegando-te as ondas,
    vai sorrindo a brisa, suave em par.
    Que minha praia é saudade, beijo-te oh' mar!

    ResponderEliminar