SONETO Nº 1.000 (mil)
Um pé de roseira brava
Um pé de roseira brava
por mãos experientes cultivadas
para adornar as mesas dos festins
em jarras de faiança contrastadas.
Nem sempre são criadas nos canteiros
para enfeitar as mesas dos altares
dos venerados santos padroeiros,
objecto dos festejos populares.
Por vezes onde menos se imagina
em solo ou chão de cardos ou de rocha
um pé de rosa brava desabrocha.
Com toda a sua graça feminina
entre as pedras irrompe inesperada,
mais bela ainda por não ser tratada!
João de Castro Nunes
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