Sagacidade
ó Coimbra que não terás razão
de ter tanta vaidade e presunção,
ó Coimbra também dos meus amores!
Aqui me enamorei para casar
poucos meses depois com a mocinha
mais linda que já houve, a tal Rucinha
de quem nunca me canso de falar.
Mais pura não havia nem mais bela,
nem mais sagaz: quando me doutorei
na fé de ser chamado a leccionar,
quem logo teve a percepção foi ela:
“não entrará por ter um dezasseis,
mas teve um dezasseis p’ra não entrar”.
João de Castro Nunes
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