quarta-feira, 14 de março de 2012


                               Romântico adeus


                   Quando o meu corpo for a enterrar,
                   alguém seja onde for, em qualquer lado,
há-de o “Nocturno” de Chopin tocar,
conforme já se encontra combinado.


Ninguém precisa de por mim rezar
porque minha mulher tem preparado
para nós dois nos astros um lugar
pela graça de Deus assegurado.


Já tenho alguém que se comprometeu
a tocar para mim, na ocasião,
a música que mais me comoveu.


Se essa não puder ser, seja a “Balada”
pelo judeu polaco executada
ante o nazi… pasmado de emoção!


           João de Castro Nunes




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