domingo, 4 de março de 2012


                                      Retrospectiva
        

          Gosto, confesso, de sentar-me à tarde
num banco de jardim ou de avenida
e em paz comigo, sem qualquer alarde,
rever como num filme a minha vida:


a minha infância, os meus estudos, tudo
o que me sucedeu durante os anos
da minha juventude e, sobretudo,
as minhas ilusões… e desenganos.


Quanta baixeza vi, quanta nobreza
achei também em muita criatura
com quem lidei sem sombra de vileza!


Mas o que mais me abisma é constatar,
"alma minha gentil", a quanta altura
meu grande amor por ti pôde chegar!


                            João de Castro Nunes

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