Realeza
O Rei não se discute: é por direito,
independentemente da vontade
dos cidadãos, o governante eleito
por transmissão da titularidade.
Por conseguinte, à luz deste conceito,
vem-lhe do berço a sua autoridade
sem desde logo se encontrar sujeito
às prescrições da rotatividade.
Importa, pois, que dada a natureza
das normas em que assenta a realeza,
o Rei seja o espelho da nação.
Se assim não suceder, os seus vassalos,
caso o monarca venha a defraudá-los,
devem poder
dizer-lhe: “Senão, não!”
João de Castro Nunes
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