Poeta de sala de estudo
Poeta de café nem fui nem sou
nem certamente nunca o hei-de ser:
a minha poesia resultou
do meu conceito e jeito de viver.
Escrevo meus sonetos como quem
defende teses de doutoramento
serenamente, sem me achar refém
de qualquer tipo de constrangimento.
Afino-os pelo som dos violinos
das grandes sinfonias que me ponho
atentamente a ouvir quando componho.
Com meus estudos universitários
dou preferência aos temas literários
dos clássicos… helénico-latinos!
João
de Castro Nunes
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