Perenidade
as suas ruas, praças e jardins,
as suas residências e afins,
e Coimbra nem por isso se transforma!
Nunca terá decerto paralelos
a Coimbra académica dos fados,
a catedral dos lentes afamados
a dormitar na sala dos capelos!
Alfobre de poetas e de artistas,
Coimbra, bafejada pela história,
sempre andará na voz dos humanistas!
Mais que feita de pedra e de cimento,
Coimbra é mito, uma ilusão, memória
em perenal… rejuvenescimento!
João de Castro Nunes
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