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A minha poesia vem do fundo
dos tempos sem história nem idade,
vem da raiz da própria humanidade
desde o instante em que ela veio ao mundo.
Nela têm eco todos os poetas
a quem Deus concedeu inspiração
fossem neandertais ou cromanhão,
tocassem lira, cítara ou trombetas.
Ressoam nela, todos à mistura,
versos de Homero, Safo, Anacreonte,
Camões, Vergílio… em métrica urdidura.
Conjuntamente vou beber à fonte
de Antero, Nobre, Régio e Pascoais
e tantos outros vates… actuais.
João
de Castro Nunes
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