Loucura
simbolista
cada um de nós, à nossa dimensão:
não há ninguém, suponho, que de louco
não tenha porventura o seu quinhão.
Todos, a bem dizer, sem excepção,
- que Deus desta loucura nos proteja -
se julgam reis de uma qualquer nação
por ínfima ou minúscula que seja.
Talham-se em pensamento régias fardas
com fitas de grã-cruz a tiracol,
mesmo vivendo em lúgubres mansardas.
Todos temos uns laivos de Gogol
a começar por mim, que algumas vezes
julgo ser o melhor… dos portugueses!
João
de Castro Nunes
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