Homo
na minha condição de ser humano,
a acreditar, Senhor, eu continuo
que em
mim Tu não sofreste um desengano.
Ainda que de barro depurado
seguramente me tivesses feito,
sabias muito bem que, do meu lado,
nunca eu seria, como Tu, perfeito.
Da mais selecta argila, não de lodo,
posso dizer que fui, de qualquer modo,
a obra melhor saída dos teus dedos,
embora Tu soubesses de antemão
que eu te defraudaria, porque não
existem para Ti nenhuns segredos!
João de Castro Nunes
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