Compasso de
espera
para ninguém ouvir, muito baixinho,
uma voz doce e cheia de carinho
a minha longa ausência lamentando.
Bem peço a Deus continuadamente
que depressa me leve desta vida
para ao encontro ir, a toda a brida,
daquela que não sai da minha mente.
Parece que Deus faz orelhas moucas
às minhas preces, em que tanto insisto,
sem que Ele se disponha a dar-me o visto.
Acha talvez que ainda sejam poucas
as penas por que tenho de passar
antes de refazermos… nosso lar!
João de Castro Nunes
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