quarta-feira, 14 de março de 2012


                            Círculos concêntricos


                   Não custa amar os nossos, os parentes,
                   os que nos são mais próximos na vida,
                   incluindo amigos, mesmo os mais recentes
                   mas não valendo menos… à partida.


                   Seguidamente vêm os conterrâneos
                   que entre fronteiras formam o país
                   gerando em nós afectos espontâneos
                   por termos uma idêntica matriz.


                   À medida que o círculo se alarga,
                   vai-se também vaporizando a carga
                   do nosso amor… por cada cidadão.


                   O mal maior, por isso, é dos que estão
                   já fora desses círculos causados
                   pelos calhaus ao lago arremessados!


                               João de Castro Nunes


                   

5 comentários:

  1. Caro JCN, como está enganado!
    Amar seja quem for custa tanto...
    Só quem não vive esse estado
    É que não faz disso espanto.

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  2. De certa forma, se não seria dor
    de certa forma, então seria amor
    que causaste por ato de suplício
    se fora pela pedra um sacrifício

    um lago de transparência, o fora
    por amor e vida devotada, agora
    sê também um círculo de intenção
    quando mais belo, é o belo coração

    temos com atitudes por necessárias
    as verdadeiras atitudes involuntárias
    e teríamos, se tudo é pela humanidade

    tivesse a honra, o remorso ou a saudade
    atribuindo entre os anseios e vitórias
    incluir menos derrotas da serenidade.

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  3. Não deixa de ter razão
    no seu justo comentário;
    só que uma coisa é paixão,
    outra o afecto solidário!

    JCN

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  4. E agora respondendo, de ânimo grato, a Cláudia S. Tomazi:

    Senhora, não compliquemos
    o que digo em meu soneto
    que, fora os casos extremos,
    à matéria vai directo!

    JCN

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  5. Como queira meu Senhor. Aliás, a virtude do sensato é de facto a satisfação.

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