Atrás de
Camilo Pessanha
deixa-me acompanhar-te por favor
ainda que à distância motivada
por eu não ter idêntico valor!
Irei calado, sem te importunar,
a cabaça do vinho transportando,
ouvindo a tua cítara tocar
embevecido sob o teu comando.
Quando parares para beber vinho
“acidulado e fresco” da cabaça,
não mais te pedirei que um bocadinho.
Fazendo-te discreta companhia,
minha intenção, Poeta, é ter a graça
de me enfrascar da tua Poesia!
João
de Castro Nunes
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