As rosas que te ponho
em jarra antiga, valiosa e rara
de marca Vista Alegre, que eu comprara
num velho antiquário ao desbarato,
resultam, como tenho constatado,
da água da fonte que pelo caminho
escorre para o chão, devagarinho,
pelas fendas do cântaro rachado.
De maneira espontânea, natural,
sobre a terra molhada do quintal
vão germinando as rosas que te ponho.
Embora isto pareça quase um sonho,
nada é mais certo, amor, nem verdadeiro,
mesmo sem precisão… de jardineiro!
João de Castro
Nunes
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