Adolescência
(Arremedando
Rilke)
Passam lentas as horas nas escolas
ouvindo prelecções
aborrecidas
em cadeiras de pau sem
quaisquer molas
acerca de matérias enxabidas.
Os lentes com sisuda
compostura,
de cátedra falando, empertigados,
alheios à magia da cultura,
os alunos massacram com
tratados.
Lá fora correm doce e
mansamente
as águas do Mondego, sobre as
quais
Coimbra se debruça…
indiferente.
Há rosas nos jardins à nossa
espera,
sonhos, quimeras, rubros
ideais
que tão-somente são da nossa
esfera!
João de Castro Nunes
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