Um Quinto Império
de escritório, palco e púlpito
Hora é de nos perdermos, de pôr fim
de meus Avós à mística tenção
de o mundo converter numa nação,
grave missão guardada para mim!
Partamos, pois; levemos as guitarras
a fim de, disfarçando a nossa dor,
podermos enfrentar as cimitarras
e as mauras lanças sem qualquer temor!
Venham depois… poetas e fadistas
com suas elegias e canções
falar de um Quinto Império sem Camões!
Tarefa reservada aos saudosistas
que nada tendo já para fazerem
lá vão sonhando… para se entreterem!
João
de Castro Nunes
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