Recepção
e colchas de damasco nas janelas,
abram de par em par os meus portões
e sem tardar derrubem as cancelas;
espalhem rosmaninho nos balcões
e os cães de guarda prendam pelas trelas,
nos castiçais de prata dos salões
vão acendendo as respectivas velas;
mandem tocar de forma comovente
sonatas de Beethoven e Chopin,
que são as mais românticas que há;
façam as camas com lençóis de linho
a fim de receber festivamente
a Morte que já vem pelo caminho!
João
de Castro Nunes
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