Que seja breve!
De luto me vesti quando morreste
por mim que não por ti, pois eu bem sei
que, enquanto na tristeza me afundei,
tu já subiste à região… celeste.
Lá te esperava, no dizer do santo,
o bálsamo da terra prometida,
rios de leite e mel, a consabida
eterna paz do reino sacrossanto.
Tudo serão jardins atapetados
de verdejantes ervas e tratados
por anjos de formoso parecer.
Enquanto já partilhas da beleza
que nunca morre, amor, eu com certeza
aqui terei que ainda padecer!
João de Castro Nunes
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