Ouvindo os
violinos
no coração das grandes sinfonias
é como se te ouvisse renovar
as confissões de amor que me fazias:
dizias-me que estavas convencida
que eu teria podido casar rico
e com mulher mais sábia ou mais sabida
quanto aos assuntos a que me dedico.
Mas logo acrescentavas, convincente,
que
nunca encontraria certamente
mulher
alguma que me amasse tanto.
Tudo
isto e muito mais me traz à mente
o
som dos violinos que, entretanto,
traduzem
pela música o meu pranto!
João de Castro Nunes.
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