Eurídice
por um momento só, que mais não seja,
um breve instante, um bago de cereja
que dê para de fome eu não morrer!
Permite que ela deixe por minutos
o convívio dos anjos que a rodeiam,
que a roupa lhe aconchegam, que a penteiam,
que os pés lhe aquecem, conservando enxutos!
Pelo amor que te tenho e que ela teve,
deixa-a vir até mim, que sou teu crente,
por um quinhão de tempo, curto e breve!
Faz-me esse obséquio, atende o meu apelo,
consente que eu a tenha novamente
mesmo que não lhe toque num cabelo!
João de Castro Nunes
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