A bola de couro
Não completei nenhuma caderneta
das colecções que havia antigamente
quando eu era rapaz, adolescente,
e acreditava a sério nessa treta.
A fim de completar a colecção
das muitas que existiam nessa altura
faltava sempre uma qualquer figura
que nunca por sinal nos vinha à mão.
Questão de sorte ou caso de batota,
o certo é que até hoje não perdi
essa esperança, ainda que remota.
Pese às desilusões que a vida traz,
em todo o humano ser que conheci
no fundo existe uma alma de rapaz!
João
de Castro Nunes
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