Universalidade
Seja de branco, preto ou amarelo,
em qualquer parte que se nasça ou viva,
em qualquer longitude ou paralelo,
uma lágrima, ainda que furtiva,
não tem cor diferente nem sabor,
é sempre igual independentemente
da crença ou língua de quem sente a dor
ou ri, pelo contrário, de contente.
Pode afirmar-se de maneira séria,
segundo os entendidos na matéria,
que as lágrimas não têm nação nem raça.
Dizer-se pois que seja português
o gosto a sal que tem o mar talvez
não seja mais que literária graça!
João de
Castro Nunes
a três tons do encanto que o pranto
ResponderEliminardivisa entre a realidade e aspereza
em surge, por surgir-se a tristeza
ou das alegrias, contagia a natureza.