Amar em
português
(Ode camoneana)
Galega embora e meia castelhana,
Inês de Castro, a Musa de Camões,
foi na latina língua lusitana
que fez a Pedro as suas confissões.
Do mesmo ouviu as juras amorosas
que a alma lhe
inflamaram de paixão,
por ela recusando poderosas
infantas e princesas de Aragão.
Se acaso outra razão não existisse
para que a lusa língua persistisse
mesmo depois de Portugal findar,
bastava a circunstância elementar,
que os versos de Camões perpetuaram,
de ser em português que ambos se amaram!
João
de Castro Nunes
Nos enlevos da história, da crença ou de memória
ResponderEliminaramores, os de incopreenssão, posto que amar
em Deus palpita! Fita é laço estreito, justo.
Eis Portugallia que em teu tempo é verbo o ar.