O arnês do
Quinto Império
Tauxiado a ouro, do mais fino aço,
forjado pela mão do mesmo armeiro,
quis um arnês igual, do mesmo traço
que o do seu tio-avô, de corpo inteiro.
Usado apenas nos salões do paço,
onde Sanches Coelho o retratou,
no lance terminal do seu fracasso
não foi essa a armadura que envergou.
Essoutra, de parada, deslumbrante,
levada para Espanha de seguida,
ficou para memória desse instante.
Que bela peça!... apenas comparável
ao triunfal propósito de vida
do nosso Rei Artur… inolvidável!
João
de Castro Nunes